Precisamos repensar nossa relação com a comida

26 de julho, por Mariana Rodrigues

Ultimamente tenho participado de discussões bem bacanas sobre a nossa relação com a comida, que anda lado a lado com a relação com o corpo. Com o surgimento desenfreado de dietas cada vez mais restritivas, muitas vezes fazer uma refeição é ativar gatilho de culpa e medo. Sensações como o cheiro da comida pronta, a água na boca ao ver a fumacinha saindo e a felicidade de estar satisfeito após comer tem ficado de lado.

Não sei se já comentei por aqui, mas adoro receber amigos em casa. Tenho paixão por cozinhar, adoro livros de receitas, passo horas pensando em um cardápio que vá agradar ao paladar de todos os meus amigos. Restrições como vegetarianismo e alergias são sempre respeitadas e tem substituições preparadas com o mesmo carinho. Mas não entra na minha cabeça, não consigo entender uma pessoa que rejeita qualquer comida simplesmente pelo medo de engordar. Se compulsão é sinônimo de descontrole, excesso de restrição também não me parece algo, digamos, saudável.

Comida é narrativa social. Sorte de quem tem lembranças da família em volta da mesa no natal, daquela festa que tinha um buffet incrível ou daquele almoço em que uma ótima oportunidade de negócio foi fechada. Aquele café da manhã na cama preparado pelo (a) companheiro (a). Comida serve para comemorar, para acalentar, traz memórias afetivas. Cadernos de receitas muitas vezes são heranças familiares. Eu descobri inúmeras coisas que não sabia sobre mim quando comecei a cozinhar, sabe? É triste demais ver pessoas queridas demonizando uma refeição.

Outra coisa que me preocupa e deixa chateada é o tal  do “dia do lixo”, termo usado pela galera fitness e seus seguidores para se referir aos dias que saem da dieta. Será que faz sentido pra essas pessoas chamar aquela lasanha da vovó ou a comida que qualquer pessoa tenha preparado com carinho pra você de lixo, só porque ela foge do que você está habituado a comer? Nunca rolou comigo, mas me magoaria demais receber alguém pra almoçar ou jantar na minha casa no considerado “dia do lixo”. E mais importante que a questão afetiva: creio que ninguém para pra pensar que tem gente realmente revirando o lixo para se alimentar e no quão indigno isso é.

Eu já fiz dietas restritivas e não tive uma boa experiência. Lembro exatamente de estar em uma low carb e ir a uma festa de aniversário onde estavam servindo um rodízio de pizzas e eu não comi nada. Refrigerante e cerveja, nem pensar. Gente, se eu pudesse voltar no tempo… Eu sou o tipo de pessoa que come de tudo – de jiló aos sanduíches do Mc Donald’s- e optei por uma alimentação equilibrada, comida feita em casa (adorava levar marmita quando trabalhava fora), mas não nego uma sobremesa, um convite pra jantar ou pra uma cervejinha de vez em quando. Meu corpo e minha mente agradecem o meu equilíbrio alimentar.

Será que um jantar vai te fazer engordar? Vale a pena recusar um momento de diversão/confraternização pra não passar vontade? E por que não parar pra pensar nessa repulsa em engordar?

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Chá de panela e alerta tendência de moda e decoração

18 de julho, por Mariana Rodrigues

Aproveitei a chegada dos meus 30 anos (no último dia 29) e a proximidade com o casamento para fazer duas festas em uma: reuni familiares meus e do Diego para comemorarmos meu aniversário e o nosso chá de panela. Modéstia à parte a decoração ficou linda e as nossas fotos, que estão longe de serem profissionais, não fazem jus à decoração real! Foi uma festa low budget, ou seja, com um baixo orçamento, poupamos em tudo o que conseguimos e muita coisa foi feita com a ajuda de família e amigos, já que dons artísticos não faltam por aqui!

Escolhemos o tema tropical chic para dar um empurrão nas ideias. Nossa paleta de cores era composta por um rosa tipo ‘rosé quartz’, um verde escuro ‘cor de folha’ e toques de dourado, no estilo ‘ouro monarca’. Os elementos de destaque eram três: flamingo, abacaxi e costelas de adão.

🚨 Alerta tendência 🚨

Nunca fui muito ligada à coisas de decoração e paisagismo, mas agora que tô indo para a minha casa e lidando com reformas e projetos, venho percebendo como o ciclo de tendências de moda e decoração são complementares. A folha vem desde o ano passado conquistando espaço dos vasos aos vestidos. Tudo indica que a primavera-verão será com surra de costela de adão pra todo lado!

🚨 Fim do alerta 🚨

Todas as tendências foram intensamente pesquisadas no Pinterest (clica aqui e me segue!) e no Google. Como em todo o restante do casamento, Diego participou ativamente da lista de presentes à decoração, passando também pelo cardápio. Alugamos o salão de festas do condomínio dos meus pais e botamos a mão na massa com a ajuda da nossa família e amigos.

Para dar uma bossa especial aos copos de plástico transparentes, comprei cola plástica e glitter e mandei ver! Alguns amigos adoraram fazer esses copos, no final tinha glitter até onde o sol não bate, rs. Minha tia fez um aro de folhas, com bambolês verdes e folhagens baratinhas que encontrei na CADEG. Alugamos também quatro suqueiras, onde colocamos pink lemonade, mate, batida de côco e batida de maracujá.

Botamos também canudinhos nos copos, pra dar mais charme

Para a mesa do bolo, um painel de pallets, uma mesa no formato cavalete e louças de porcelana. Tudo saiu por cerca de R$350,00. Estava pronta a “base” da nossa mesa de bolo. Complementei com doces comprados em um grupo de rodada de descontos – que é tipo um Peixe Urbano de festas no Facebook, rs. Como sempre, exagerei nos doces. Compramos bombons, macarrons, cake pops, palha italiana, suspiros e quindins – esses últimos nem couberam na mesa. Ainda fizemos quase 200 brigadeiros!

O bolo e os biscoitos são um capítulos à parte. A Carol é uma das minhas melhores amigas e está à frente da A Doçaria, fazendo o melhor bolo que já comi na vida. Não bastasse ser o melhor sabor, é também o mais lindo. Era incrível a reação das pessoas ao descobrirem que o bolo era t-o-d-o  c-o-m-e-s-t-í-v-el. Os biscoitos decorados, idem. Confesso que fiquei com pena de comer, haha. Eu e Carol conversamos sobre esse bolo por dias até chegarmos em uma conclusão, e, como confio no trabalho dela de olhos fechados, dei total autonomia pra que ela fizesse o que achasse melhor. O resultado foi incrível, gente!

Além do maço de folhagens, comprei na CADEG também folhas de costela-de-adão. Cada maço com 10 folhas enormes custou R$10,00, eu comprei dois e uma amiga ajudou espalhando pelo painel de pallets, dando um efeito final maravilhoso na área da mesa do bolo!

Não tenho fotos das comidinhas, mas optamos por servir coisas que se servem na praia. Minha madrinha fez empadinhas, minha outra tia fez esfihas. Eu e meus amigos fizemos sanduíches naturais e espetinhos caprese. Preparei também dadinhos de tapioca com queijo coalho, que foram sucesso. E meu pai, exagerado, comprou salgadinhos e ainda fez linguiça na chapa pro pessoal comer com mini pão francês.

Optamos por não fazer brincadeiras e deixar a galera à vontade pra bater papo ou dançar. Foi uma tarde/noite super divertida, ganhamos muuuuuuuuuuuuuitos presentes e só aumentou a ansiedade para a festa de casamento. Quem tiver oportunidade, faça o chá. É tão gostoso reunir todo mundo, jogar conversa fora e ainda aplacar a ansiedade para o grande dia… Eu não me arrependo nem um pouco por ter feito!

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Opções de terceira peça para você ficar quentinha neste inverno

10 de julho, por Mariana Rodrigues

Uma das minhas maiores características é ser calorenta. Sinto muito calor e suo muito, então sou super fresca com os tecidos das peças que compro, e também evito mangas ao máximo, já que vivo no Rio de Janeiro. Aqui faz no máximo 5 dias de frio mesmo – aquele geladão, que faz a gente querer comer fondue e dormir de meias – e mais um ou outro dia mais fresco, daqueles em que a maquiagem não derrete e vale um casaquinho por cima.

Quando chega o inverno fico ansiosa para aproveitar e usar terceiras peças como se não houvesse amanhã, haha. Na verdade, como eu oscilo entre o basiquinho e a extravaganza, minhas terceiras peças são bem variadas e eu tenho opções para qualquer tipo de programa.

Elegi algumas peças que têm sido presente na estação para compartilhar. A maioria delas foi comprada há algum tempo, mas, como são básicas, com certeza dá pra achar em outras lojas com uma nova roupagem.

Colete Jeans

Para aqueles dias em que o frio dá uma trégua e você quer usar um vestido mais abertinho sem receber vento nas costas, o colete é ideal. Eu tenho um jeans que combina bem com tudo, mas ele pode ser também de crochê, couro, ou qualquer outro tipo de tecido ou material. Esse eu comprei na Leader e é tamanho regular (tá até ficando pequeno, mas sou muito apegada, haha), mas você pode encontrar coletes na Alley Blue, na Posthaus ou na Flaminga.

Suéter 

Confesso que a minha preferência é sempre pelos modelos de casacos que eu possa abrir e fechar, mas andava louca por uma peça “peludinha”. Minha avó me comprou um bege, mas achei que cinza casaria melhor com as roupas que tenho no meu armário e troquei. Esse é da C&A, que tá abarrotada de casacos com essas penugens, tem em várias cores diferentes, inclusive. Meu tamanho dele é G, se você for maior que eu o GG provavelmente vai caber. Ele é super quentinho! Você pode achar suéteres grandes na Ashua, na Marisa, e na Posthaus.

Jaqueta jeans

A peça mais curinga e salvadora do meu guarda-roupas! Uso no verão pra ir ao cinema com ar condicionado tinindo, uso no outono, no inverno e na primavera! Combina com todas as cores e estampas, com short ou vestido. Jaqueta jeans é daquelas peças necessárias no guarda-roupas de quem curte moda, seja qual for o estilo. A minha é uma GG da linha regular da Renner, mas a Posthaus tem uma maravilhosa (e você pode escolher se quer clara ou escura), e a Chica Bolacha tá lançando uma jeans oversized mara!

Pele falsa

Como eu disse no post em que falei sobre as tendências dos anos 2000 que voltaram com tudo, as falsas peles (em 2000 muita gente ainda tolerava as verdadeiras, hoje é considerado cafonérrimo) estão bombando! Eu tava louca por esse casaco da We Love Ateliê há um tempão, desejei tanto que ganhei de presente no dia dos namorados. Gente, ele é super quentinho por dentro, sem contar que dá vontade de ir até na padaria com ele, só pelo close mesmo, haha. Você consegue comprar casaco de pelúcia também na Oh!Querida e na CanCan Store.

Bom, meios de nos mantermos quentinhas e estilosas nesse inverno não faltam, né? E vocês, qual peça estão usando para se aquecerem na estação mais fria do ano?

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Ensaio pré-wedding Mari e Diego no parque de diversões

4 de julho, por Mariana Rodrigues

Confesso que desde o momento em que eu e Diego começamos a planejar o casamento não passava pela nossa cabeça fazer um ensaio pré-casamento ou pré-wedding, pra quem é colonizado. Pra mim, aquelas fotos não traduzem em nada a realidade do casal, não tem nada de natural. Mas isso foi até eu fazer (e receber, claro!) as fotos do ensaio que nós fizemos.

Quem fez as fotos foi um amigo que tem talento de sobra, o fotógrafo Matheus Rocha. Nós não sabíamos muito bem onde faríamos o ensaio, mas a ideia era fugir do lugar comum – praia, Jardim Botânico e Bosque da Barra estavam fora de cogitação. Pensamos na Livraria da Travessa, mas aí cairíamos na questão de não autorizarem… até que pensamos em um parque de diversões.

Eu sou fissurada por parques desde criança – de parque de bairro caindo aos pedaços até os da Disney, rs, fora que o mix de cores e luzes me encanta demais. Diego também curte, mas morre de medo das atrações mais radicais, além de ter pavor de tudo o que envolve altura, haha. Dei uma olhada nos parques do Rio, e, apesar de curtir o Shangai, o Play City do Shopping Nova América é mais moderno e maior.

O Matheus marcou com a gente no meio da tarde, para que pudesse fazer os primeiros cliques com o dia ainda claro, e depois que o sol se pôs, aproveitamos aquele colorido todo das luzes que todo parque de diversões tem! Foi uma tarde super gostosa, e se eu tava com medo de que as fotos ficassem meio forçadas ou artificiais, na hora que o Matheus dirigia a gente já dava pra perceber que ficaria lindo. Não fizemos nada além do que já rola no nosso dia a dia quando estamos juntos, e o resultado foi incrível.

Chegou a hora de vocês se encantarem com o nosso ensaio!

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Transição capilar sem crise – Os finalizadores que fazem a minha cabeça

26 de junho, por Mariana Rodrigues

Já contei em um post anterior sobre como estou reinventando minha relação com os meus cabelos ao fazer transição capilar e deixar o secador e a chapinha para eventos específicos. Há algum tempo eu vinha cuidando mais ou menos, buscando seguir a técnica low poo e fazendo cronograma capilar, mas, como já expliquei, o que me ajudou a fazer às pazes com meu cabelo, e a conseguir uma definição mara foram os finalizadores.

Como meu cabelo acostuma rapidamente com produtos (e os efeitos vão ficando menos evidentes com o tempo), uso vários finalizadores, de tipos diferentes, dependendo de como meu cabelo tá se comportando no dia – e aí volto àquela história de conhecer bem e perceber os sinais que seu corpo dá. Alternando os produtos, eu consigo prolongar os bons resultados deles, vai entender.

Meu cabelo é 2B, e constatei que ele precisa de um finalizador para que fique definido. Em casa eu dou aquele tempo de “respiro” do cabelo sem produtos nenhum, mas sair sem finalizar o cabelo não é mais uma opção, haha. Me sinto muito mais confortável e satisfeita quando vejo que meu cabelo tá com forma.

Listei os produtos que vem me ajudando nesse processo de redescobrimento, e que uso pra deixar meu cabelo ainda mais maravilhoso no dia a dia.

Meus cachos de cinema – Manteiga ativadora de cachos, da Embelleze – R$16,90 a embalagem com 320g, na Meu Cabelo Natural

Como eu contei no post sobre a minha transição capilar, esse foi o produto que deu o pontapé inicial no novo olhar que eu tenho sobre meu cabelo. Como meus fios são super finos, preciso ter muito cuidado com a quantidade de creme que passo neles, porque pra ficarem com o aspecto de engordurados é bem fácil. Essa manteiga é super consistente, eu costumo espalhar um dedinho dela no meu cabelo e vou amassando bem as mechas para que os cachos fiquem super definidos. O resultado é incrível!

Finalizado com a Manteiga reconstrutora light x Finalizado com a Manteiga ativadora de cachos

Manteiga Reconstrutora light, da Embelleze – R$9,95 a embalagem com 220g na Rio Belleza

Peguei a dica dessa manteiga com a Carla Lemos, do Modices. Comprei e foi tiro e queda, mas apesar de curtir como finalizador, o produto pode ser usado também como pré-shampoo (uso com frequência pra fazer uma umectação expressa, já que contém manteiga de karité, mix de óleos e azeite de oliva na composição), e máscara de nutrição e reconstrução. O preço é super em conta e o cheirinho é maravilhoso.

Ativador de cachos Maionese capilar, da Salon Line – R$12,90 a embalagem com 300ml, na Rio Belleza

Comprei esse no ímpeto da curiosidade, e porque o preço era bem bom. Ainda não entendi direito as mil versões da tal maionese capilar – parece que tem em versão máscara também -, mas o que achei bacana dessa linha é que existem fórmulas diferentes para tipos de cabelos diferentes. A que eu comprei varia entre 2ABC e 3A, por exemplo. Eu achei que, apesar de mais rala que as manteigas, ela pesa mais no cabelo, então evito usá-la em dia de muito calor, além de precisar de bem pouco produto para que o efeito fique perfeito!

Vem que não tem – Finalizador Megaleve, da Sou Dessas – R$33,19 a embalagem com 120ml, na Casanostra Cosméticos

Ganhei a máscara e o finalizador da Sou Dessas no Hashtag Bazar de aniversário, em maio. Sobre o creme eu falarei mais pra frente, mas o finalizador, à base de chá verde, é bem eficiente se eu tiver acabado de lavar o cabelo. Como ele é o único óleo dentre os produtos que citei nesse post, todo cuidado é pouco, inclusive se você tem cabelo fino como o meu. Se o tempo tiver frio e seco, é o finalizador que deixa meu cabelo mais bonito e arrasador, mas evito usar em dias muito quentes ou úmidos, até por conta do frizz natural.

 

Como eu sou adepta à técnica low poo – falarei dela daqui a alguns posts, é importante ressaltar que todos esses finalizadores são livres de silicones, petrolatos, parabenos e sulfatos.

E vocês, como finalizam o cabelo? Tem alguma dica quente pra compartilhar?

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