Transição capilar sem crise – Os finalizadores que fazem a minha cabeça

26 de junho, por Mariana Rodrigues

Já contei em um post anterior sobre como estou reinventando minha relação com os meus cabelos ao fazer transição capilar e deixar o secador e a chapinha para eventos específicos. Há algum tempo eu vinha cuidando mais ou menos, buscando seguir a técnica low poo e fazendo cronograma capilar, mas, como já expliquei, o que me ajudou a fazer às pazes com meu cabelo, e a conseguir uma definição mara foram os finalizadores.

Como meu cabelo acostuma rapidamente com produtos (e os efeitos vão ficando menos evidentes com o tempo), uso vários finalizadores, de tipos diferentes, dependendo de como meu cabelo tá se comportando no dia – e aí volto àquela história de conhecer bem e perceber os sinais que seu corpo dá. Alternando os produtos, eu consigo prolongar os bons resultados deles, vai entender.

Meu cabelo é 2B, e constatei que ele precisa de um finalizador para que fique definido. Em casa eu dou aquele tempo de “respiro” do cabelo sem produtos nenhum, mas sair sem finalizar o cabelo não é mais uma opção, haha. Me sinto muito mais confortável e satisfeita quando vejo que meu cabelo tá com forma.

Listei os produtos que vem me ajudando nesse processo de redescobrimento, e que uso pra deixar meu cabelo ainda mais maravilhoso no dia a dia.

Meus cachos de cinema – Manteiga ativadora de cachos, da Embelleze – R$16,90 a embalagem com 320g, na Meu Cabelo Natural

Como eu contei no post sobre a minha transição capilar, esse foi o produto que deu o pontapé inicial no novo olhar que eu tenho sobre meu cabelo. Como meus fios são super finos, preciso ter muito cuidado com a quantidade de creme que passo neles, porque pra ficarem com o aspecto de engordurados é bem fácil. Essa manteiga é super consistente, eu costumo espalhar um dedinho dela no meu cabelo e vou amassando bem as mechas para que os cachos fiquem super definidos. O resultado é incrível!

Finalizado com a Manteiga reconstrutora light x Finalizado com a Manteiga ativadora de cachos

Manteiga Reconstrutora light, da Embelleze – R$9,95 a embalagem com 220g na Rio Belleza

Peguei a dica dessa manteiga com a Carla Lemos, do Modices. Comprei e foi tiro e queda, mas apesar de curtir como finalizador, o produto pode ser usado também como pré-shampoo (uso com frequência pra fazer uma umectação expressa, já que contém manteiga de karité, mix de óleos e azeite de oliva na composição), e máscara de nutrição e reconstrução. O preço é super em conta e o cheirinho é maravilhoso.

Ativador de cachos Maionese capilar, da Salon Line – R$12,90 a embalagem com 300ml, na Rio Belleza

Comprei esse no ímpeto da curiosidade, e porque o preço era bem bom. Ainda não entendi direito as mil versões da tal maionese capilar – parece que tem em versão máscara também -, mas o que achei bacana dessa linha é que existem fórmulas diferentes para tipos de cabelos diferentes. A que eu comprei varia entre 2ABC e 3A, por exemplo. Eu achei que, apesar de mais rala que as manteigas, ela pesa mais no cabelo, então evito usá-la em dia de muito calor, além de precisar de bem pouco produto para que o efeito fique perfeito!

Vem que não tem – Finalizador Megaleve, da Sou Dessas – R$33,19 a embalagem com 120ml, na Casanostra Cosméticos

Ganhei a máscara e o finalizador da Sou Dessas no Hashtag Bazar de aniversário, em maio. Sobre o creme eu falarei mais pra frente, mas o finalizador, à base de chá verde, é bem eficiente se eu tiver acabado de lavar o cabelo. Como ele é o único óleo dentre os produtos que citei nesse post, todo cuidado é pouco, inclusive se você tem cabelo fino como o meu. Se o tempo tiver frio e seco, é o finalizador que deixa meu cabelo mais bonito e arrasador, mas evito usar em dias muito quentes ou úmidos, até por conta do frizz natural.

 

Como eu sou adepta à técnica low poo – falarei dela daqui a alguns posts, é importante ressaltar que todos esses finalizadores são livres de silicones, petrolatos, parabenos e sulfatos.

E vocês, como finalizam o cabelo? Tem alguma dica quente pra compartilhar?

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5 tendências de moda dos anos 2000 que estão voltando com tudo

6 de junho, por Mariana Rodrigues

Que a moda é cíclica, todo mundo sabe. Ainda estamos nos recuperando de uma overdose de anos 90, com direito a brincos de acrílico, chinelos slide, chokers e muitos, muitos patches. Dois anos depois, a onda noventista tá passando para dar lugar à tendências que foram sucesso na primeira década do século XXI: os anos 2000.

Para a galera entre 30 e 40 anos de idade, ser adolescente ou jovem nos anos 2000 foi uma prova de fogo. A popularização dos telefones celulares, a chegada “com força” da internet – o IG abriu os portais com tudo em 2004 -,  a esquizofrenia musical que ia de Backstreet Boys ao Bonde do Tigrão, passando pelo sucesso estrondoso de Sandy&Jr. Mas a moda tinha características bem peculiares, e que parecem ter voltado com tudo. A primeira reação pode ser torcer o nariz, mas a gente vive pagando a língua, né? Os patches e slides que o digam.

Casacos volumosos

Os de pele eram o supra-sumo da riqueza e do estilo no início da década! Paris Hilton nos fazia desejar aqueles casacos super fofos ao ostentar suas peles. Esse ano o modelo voltou com tudo, todas as grandes fast-fashion tem suéteres, coletes, casaco e jaqueta com ao menos uma penugem e eu até ganhei um de pelúcia, que vou mostrar por aqui em breve! Além disso os casacos de esqui viraram febre mundial, até aqui no Brasil, mas esses não me pegaram. Não consigo achar bonitos, além do frio esperado por quem veste esse casaco não chegar nunca aqui no Rio, né?

 

All jeans

Essa tendência vem ganhando adeptos desde o ano passado! Eu usei um look all jeans num casamento com temática junina que fui em junho de 2016 e já tava super bombando, mas perdi as fotos. Infelizmente não tenho um registro com mozão onde ambos estamos em looks all jeans, como #justney no VMA de 2001, mas pode apostar sem medo no all jeans, porque é básico e o sucesso é certo.

 

Sapatos transparentes

Quem não lembra do funk “vou falar, não me leve a mal/ blusinha de silicone / sandalinha de cristaaaaal”? A sandália com salto em acrílico transparente e os sutiãs e blusas com alças de silicone eram o must have do início dos anos 2000. Ainda não vi exatamente a sandália com saltinho de acrílico,  mas essa bota da Kim Kardashian e os sapatos de plástico à venda em grandes sites mostram que já é tendência!

 

Conjunto de moletom ou plush

Esse eu adorava! Sempre odiei esportes, mas amava usar calça e casaquinho combinando quando ia pro curso de inglês, ali por volta de 2000/2001. O conjuntinho parece ter voltado, e não só de calças, mas também de shorts numa vibe bem sporty. Infelizmente ainda não vi nenhum modelo Plus Size sendo comercializado no Brasil, mas boto fé que em breve teremos.

Bonés

Preciso confessar que eu não curto bonés de uma maneira geral. Tenho um, mas não consigo achar um jeito dele ficar realmente estiloso em mim, acho que fica algo meio tosco, sei lá. Na verdade eu acho que chapéus estragam os looks, tenho vários e não consigo gostar de nenhum. Se os bonés de marcas como GAP e GUESS? fizeram sucesso na primeira década do milênio, hoje os de aba reta vão super bem com quem curte street style.

Algumas outras tendências chegaram tomando de assalto as vitrines nas estações passadas, como blusas e vestidos com decotes ombro a ombro (a famosa ciganinha), o top cropped e as t-shirts curtinhas, conhecidas como baby look e caíram no gosto das fashionistas. Já a temida cintura super baixo, que a maioria de nós usou inspiradas por Britney Spears e cia eu tô fora!

E vocês, vão aderir a algo dessa lista?

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A transição capilar me trouxe bem mais que cachos definidos

29 de maio, por Mariana Rodrigues

É curioso como às vezes leio ou ouço de alguma leitora que sou uma inspiração, dou banho de autoestima entre outras coisas que fazem de mim uma pessoa que ajuda na estrada do autoconhecimento e amor próprio. É incrível quando acontece e eu me sinto realizada e grata, atestando que estou no caminho certo. Mas eu sou mulher, e fui socializada para nunca me sentir satisfeita ou bonita comigo mesma, e, se ser gorda nunca me incomodou, meu cabelo sempre foi o pivô de muito drama ao me olhar no espelho.

Explicando: eu fui uma criança com cabelo bem lisinho, franja e tal. Meu cabelo era fino, mas volumoso. No auge da rebeldia da adolescência, comecei a mexer no cabelo. Descolori e usei cores fantasia (todas as imagináveis), daí meu cabelo ficou com uma forma estranha e eu me rendi à novidade dos anos 2000, a escova progressiva. Meu cabelo nunca mais foi o mesmo. Ficou ralo e de uma maneira esquisita, liso na raiz e ondulado nas pontas. Daí em diante, desenvolvi vício no combo secador + chapinha.

A grande questão é que eu nunca quis entender meu cabelo. Quando eu cortei (em novembro do ano passado, após um corte químico feio), a neura só aumentou, porque ele ficava muito esquisito se eu não secasse com o secador. Na real era sempre uma incógnita, mas me incomodava muito. Vinha fazendo low poo e cronograma capilar (sem muito rigor no calendário, confesso) há pouco mais de um ano, mas andava muito desmotivada, sentia que nada dava certo com o meu cabelo, e qualquer evento já demandava uma ida ao salão para deixar no estilo escova perfeita – continuo amando, principalmente quando rola aquele topete grande, haha.

Eis que participei do EBSA (um evento bacana de blogueiras aqui no Rio) e ganhei uma manteiga ativadora de cachos da Novex, linha da Embelleze. Na hora que ganhei fiquei meio chateada, lembro de ter pensado “nunca vou usar, isso, meu cabelo não é cacheado”. Não sei por que, no dia seguinte resolvi dar uma olhada no creme e tentar seguir as instruções do modo de uso.

GENTE.

Eu queria descrever para vocês como eu me senti quando vi meu cabelo seco e com as ondinhas-quase-cachos todas bem definidas e soltinhas, mas não consigo. Desde aquele dia – e aí já passou quase um mês – meu cabelo não vê secador e eu não me sinto frustrada. Saio do banho, dou uma secada de leve com a toalha, aplico a manteiga e espero o tempo fazer a parte dele, olha que máximo!

Fui toda animada contar para uma amiga sobre a mudança nos cabelos, e a ouvi dizer que eu, sem querer, estou transicionando meu cabelo, mas de maneira totalmente não cronológica. Não sei como ou quando meu cabelo virou ondulado/cacheado (algo entre o 2A e o 2C, segundo os blogs especializados em transição), mas sei que minha grande questão com ele era falta de definição! Na verdade, faltou autoconhecimento, faltou perceber os sinais de que há muito tempo meu cabelo havia mudado. Como uma amiga disse, fiz transição capilar sem saber. O tal big chop eu fiz em novembro, e, só agora, seis meses depois, consegui entender o que meu cabelo pedia.

Eu estava quase chegando aos 30 anos odiando meu cabelo e me culpava muito por isso. Logo eu, que inspiro autoestima em outras meninas e mulheres. Logo eu, com um corpo que a sociedade odeia e dando aula de amor próprio. Isso é bom porque humaniza, sabe? Tira a gente que produz conteúdo de um pedestal de admiração pra nos colocar ao lado de quem nos lê, com nossas inseguranças, nossos bad hair days –  aqueles dias em que ficamos de mal com o espelho. Como disse lá em cima, mulheres são criadas para odiarem a si mesmas, então, por mais que aquela blogueira super empoderada te passe toda a confiança do mundo, é possível que às vezes ela se pegue pensando em como seria se a pele fosse menos oleosa / o cabelo fosse mais comprido / tivesse menos pneuzinho na cintura.

Fazer as pazes com o meu próprio cabelo está sendo (olá gerúndio) libertador e motivador, tanto que voltei ao cronograma capilar com regularidade e ando aloka das perfumarias em busca de produtos que possam me ajudar no tratamento, mas isso é papo pra outro post!

 

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Mulher Maravilha e Sailor Moon em tamanhos Plus Size

23 de maio, por Mariana Rodrigues

Toda vez que rola lançamento de coleções com temas de desenhos, filmes e animações em geral – sem falar nas colabs-  impressão que eu tenho ao ver as peças é que são todas feitas para mulheres magras, e raríssimas exceções (como uma t-shirt lindinha do Mickey que achei na Leader e publiquei nesse post do Hoje Vou Assim Off) vem em tamanhos grandes, ou mesmo modelagens mais generosas.

O filme da Mulher Maravilha estreia no próximo dia 2, mas em um passeio no shopping dá pra ver que a personagem tá em tudo! As principais lojas de fast-fashion lançaram coleções lindas da super heroína, que vão de lingeries à objetos de decoração para a casa, mas, como de costume, as blusinhas vão no máximo até aquele GG sofrido

Para mostrar que (infelizmente) as varejistas gringas ainda estão bem à frente das nacionais, a Torrid lançou semana passada uma coleção toda inspirada na Mulher Maravilha. Tem umas peças com pegada quase cosplay, mas tem camisetinhas e lingerie de dia a dia também. Não é muito a minha praia, eu curto mais a estética old school da personagem, com azul, vermelho e dourado nas cores do uniforme dela. As peças dessa coleção tem cores mais sóbrias e uns cortes mais formais – com exceção daquelas no estilo cosplay.

No Japão, a marca Punyus lançou uma coleção inteirinha inspirada na série de mangá Sailor Moon, que fez a alegria de crianças e adolescentes dos anos 90. A moda japonesa tem as suas tendências próprias, e nessa coleção não seria diferente, então identifiquei poucas peças que encontraríamos em araras de lojas aqui no Brasil, por exemplo. Sem contar que um vestido tem total estilo cosplay/fantasia, assim como na coleção da Mulher Maravilha para a Torrid.

Enquanto isso, fico por aqui na torcida para que as varejistas brasileiras vejam a importância de abrangerem mais tamanhos quando lançarem coleções especiais.

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O limbo que não existe entre corpos magros e gordos

14 de maio, por Mariana Rodrigues

Já assisti vídeos e posts sobre mulheres que “não são nem gordas nem magras” sem me incomodar, mas de uns tempos pra cá vi que o discurso ficou extremamente banalizado devido à carga excessiva de pressão estética em cima do corpo feminino. Vejo amigas sofrendo por não se encaixarem entre as magras e nem entre as gordas, e que começaram a acreditar num limbo abissal que simplesmente não existe.

Biologicamente, o corpo humano é dividido entre três biótipos corporais principais:

Ectomorfo – aquele com dificuldade em ganhar peso, sendo massa muscular ou gordura. Possui estrutura óssea estreita;

Mesomorfo – aquele que tem facilidade para ganhar ou perder peso. Cientificamente é considerado o biótipo com estrutura óssea ideal;

Endomorfo – aquele que possui muita facilidade em ganhar peso. Possui estrutura óssea larga.

Quando falamos socialmente, o buraco é mais embaixo. Por vivência e observação, não consigo acreditar em um limbo existente entre uma mulher magra e uma gorda. Existem, sim dentro destas duas categorias, diversidade de corpos:

Magras e gordas musculosas;
Magras e gordas curvilíneas;
Magras e gordas atléticas.

Magras podem ter braço gordo, podem ter perna grossa, bunda flácida. Gordas podem ter braços finos, rosto fino, coxas torneadas.

“Magras são as modelos da SPFW”
“Gordas são as modelos Plus Size””

Lamento dizer, mas a maioria dos catálogos de moda Plus Size é formada por mulheres magras curvilíneas. Modelos vestindo manequim 44 anunciando peças que vão até o tamanho 58. Por estarem algumas vezes inseridas em marcas de moda Plus Size,  muitas reivindicam o “direito de ser gorda”, como se fosse algo super prazeroso na nossa sociedade gordofóbica.

“Ai, Mari, mas como eu vou saber se sou gorda ou não?”

Repara nas suas idas ao médico, se qualquer queixa sua vai ser relacionada ao seu peso pelo profissional. Repara na dificuldade em achar roupas – de uma maneira geral, não só na Antix ou Dress To. Repara na catraca do ônibus, se parece estar cada dia mais estreita, e se é corriqueira a necessidade de extensor para poltronas quando você viaja de avião. E se pessoas aleatórias olham pra você e se acham no direito de falar sobre a sua saúde. Repara os olhares de nojo na praia ou no clube quando você veste um biquíni.

O fato de fazerem uma mulher magra acreditar que ela é uma “não-magra”, ou que ela está inserida em um abismo entre o corpo magro e o gordo é a essência da pressão estética. Ter algumas partes do corpo mais grossas não significa ser gorda. Não entrar em um vestido tamanho G da Maria Filó não significa ser gorda. Ter aquela tia chata falando pra você fazer dieta não te faz gorda. Te faz vítima de pressão estética, algo que toda mulher sofre, da Paolla Oliveira à Tess Holliday, passando pela Gracyanne Barbosa. A pressão estética tá longe de ser algo pequeno e precisa sim ser combatida, mas é preciso entender que, se você usufrui privilégios de ser magra (como não passar pelas situações que eu expliquei no parágrafo anterior), você sabe onde se encaixa.

 

Gostou do post ou quer discutir melhor todas essas questões acerca do corpo feminino? Vamos bater papo nas minhas redes sociais? ——> Instagram – FacebookPinterest

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