Opções de terceira peça para você ficar quentinha neste inverno

10 de julho, por Mariana Rodrigues

Uma das minhas maiores características é ser calorenta. Sinto muito calor e suo muito, então sou super fresca com os tecidos das peças que compro, e também evito mangas ao máximo, já que vivo no Rio de Janeiro. Aqui faz no máximo 5 dias de frio mesmo – aquele geladão, que faz a gente querer comer fondue e dormir de meias – e mais um ou outro dia mais fresco, daqueles em que a maquiagem não derrete e vale um casaquinho por cima.

Quando chega o inverno fico ansiosa para aproveitar e usar terceiras peças como se não houvesse amanhã, haha. Na verdade, como eu oscilo entre o basiquinho e a extravaganza, minhas terceiras peças são bem variadas e eu tenho opções para qualquer tipo de programa.

Elegi algumas peças que têm sido presente na estação para compartilhar. A maioria delas foi comprada há algum tempo, mas, como são básicas, com certeza dá pra achar em outras lojas com uma nova roupagem.

Colete Jeans

Para aqueles dias em que o frio dá uma trégua e você quer usar um vestido mais abertinho sem receber vento nas costas, o colete é ideal. Eu tenho um jeans que combina bem com tudo, mas ele pode ser também de crochê, couro, ou qualquer outro tipo de tecido ou material. Esse eu comprei na Leader e é tamanho regular (tá até ficando pequeno, mas sou muito apegada, haha), mas você pode encontrar coletes na Alley Blue, na Posthaus ou na Flaminga.

Suéter 

Confesso que a minha preferência é sempre pelos modelos de casacos que eu possa abrir e fechar, mas andava louca por uma peça “peludinha”. Minha avó me comprou um bege, mas achei que cinza casaria melhor com as roupas que tenho no meu armário e troquei. Esse é da C&A, que tá abarrotada de casacos com essas penugens, tem em várias cores diferentes, inclusive. Meu tamanho dele é G, se você for maior que eu o GG provavelmente vai caber. Ele é super quentinho! Você pode achar suéteres grandes na Ashua, na Marisa, e na Posthaus.

Jaqueta jeans

A peça mais curinga e salvadora do meu guarda-roupas! Uso no verão pra ir ao cinema com ar condicionado tinindo, uso no outono, no inverno e na primavera! Combina com todas as cores e estampas, com short ou vestido. Jaqueta jeans é daquelas peças necessárias no guarda-roupas de quem curte moda, seja qual for o estilo. A minha é uma GG da linha regular da Renner, mas a Posthaus tem uma maravilhosa (e você pode escolher se quer clara ou escura), e a Chica Bolacha tá lançando uma jeans oversized mara!

Pele falsa

Como eu disse no post em que falei sobre as tendências dos anos 2000 que voltaram com tudo, as falsas peles (em 2000 muita gente ainda tolerava as verdadeiras, hoje é considerado cafonérrimo) estão bombando! Eu tava louca por esse casaco da We Love Ateliê há um tempão, desejei tanto que ganhei de presente no dia dos namorados. Gente, ele é super quentinho por dentro, sem contar que dá vontade de ir até na padaria com ele, só pelo close mesmo, haha. Você consegue comprar casaco de pelúcia também na Oh!Querida e na CanCan Store.

Bom, meios de nos mantermos quentinhas e estilosas nesse inverno não faltam, né? E vocês, qual peça estão usando para se aquecerem na estação mais fria do ano?

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5 tendências de moda dos anos 2000 que estão voltando com tudo

6 de junho, por Mariana Rodrigues

Que a moda é cíclica, todo mundo sabe. Ainda estamos nos recuperando de uma overdose de anos 90, com direito a brincos de acrílico, chinelos slide, chokers e muitos, muitos patches. Dois anos depois, a onda noventista tá passando para dar lugar à tendências que foram sucesso na primeira década do século XXI: os anos 2000.

Para a galera entre 30 e 40 anos de idade, ser adolescente ou jovem nos anos 2000 foi uma prova de fogo. A popularização dos telefones celulares, a chegada “com força” da internet – o IG abriu os portais com tudo em 2004 -,  a esquizofrenia musical que ia de Backstreet Boys ao Bonde do Tigrão, passando pelo sucesso estrondoso de Sandy&Jr. Mas a moda tinha características bem peculiares, e que parecem ter voltado com tudo. A primeira reação pode ser torcer o nariz, mas a gente vive pagando a língua, né? Os patches e slides que o digam.

Casacos volumosos

Os de pele eram o supra-sumo da riqueza e do estilo no início da década! Paris Hilton nos fazia desejar aqueles casacos super fofos ao ostentar suas peles. Esse ano o modelo voltou com tudo, todas as grandes fast-fashion tem suéteres, coletes, casaco e jaqueta com ao menos uma penugem e eu até ganhei um de pelúcia, que vou mostrar por aqui em breve! Além disso os casacos de esqui viraram febre mundial, até aqui no Brasil, mas esses não me pegaram. Não consigo achar bonitos, além do frio esperado por quem veste esse casaco não chegar nunca aqui no Rio, né?

 

All jeans

Essa tendência vem ganhando adeptos desde o ano passado! Eu usei um look all jeans num casamento com temática junina que fui em junho de 2016 e já tava super bombando, mas perdi as fotos. Infelizmente não tenho um registro com mozão onde ambos estamos em looks all jeans, como #justney no VMA de 2001, mas pode apostar sem medo no all jeans, porque é básico e o sucesso é certo.

 

Sapatos transparentes

Quem não lembra do funk “vou falar, não me leve a mal/ blusinha de silicone / sandalinha de cristaaaaal”? A sandália com salto em acrílico transparente e os sutiãs e blusas com alças de silicone eram o must have do início dos anos 2000. Ainda não vi exatamente a sandália com saltinho de acrílico,  mas essa bota da Kim Kardashian e os sapatos de plástico à venda em grandes sites mostram que já é tendência!

 

Conjunto de moletom ou plush

Esse eu adorava! Sempre odiei esportes, mas amava usar calça e casaquinho combinando quando ia pro curso de inglês, ali por volta de 2000/2001. O conjuntinho parece ter voltado, e não só de calças, mas também de shorts numa vibe bem sporty. Infelizmente ainda não vi nenhum modelo Plus Size sendo comercializado no Brasil, mas boto fé que em breve teremos.

Bonés

Preciso confessar que eu não curto bonés de uma maneira geral. Tenho um, mas não consigo achar um jeito dele ficar realmente estiloso em mim, acho que fica algo meio tosco, sei lá. Na verdade eu acho que chapéus estragam os looks, tenho vários e não consigo gostar de nenhum. Se os bonés de marcas como GAP e GUESS? fizeram sucesso na primeira década do milênio, hoje os de aba reta vão super bem com quem curte street style.

Algumas outras tendências chegaram tomando de assalto as vitrines nas estações passadas, como blusas e vestidos com decotes ombro a ombro (a famosa ciganinha), o top cropped e as t-shirts curtinhas, conhecidas como baby look e caíram no gosto das fashionistas. Já a temida cintura super baixo, que a maioria de nós usou inspiradas por Britney Spears e cia eu tô fora!

E vocês, vão aderir a algo dessa lista?

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Mulher Maravilha e Sailor Moon em tamanhos Plus Size

23 de maio, por Mariana Rodrigues

Toda vez que rola lançamento de coleções com temas de desenhos, filmes e animações em geral – sem falar nas colabs-  impressão que eu tenho ao ver as peças é que são todas feitas para mulheres magras, e raríssimas exceções (como uma t-shirt lindinha do Mickey que achei na Leader e publiquei nesse post do Hoje Vou Assim Off) vem em tamanhos grandes, ou mesmo modelagens mais generosas.

O filme da Mulher Maravilha estreia no próximo dia 2, mas em um passeio no shopping dá pra ver que a personagem tá em tudo! As principais lojas de fast-fashion lançaram coleções lindas da super heroína, que vão de lingeries à objetos de decoração para a casa, mas, como de costume, as blusinhas vão no máximo até aquele GG sofrido

Para mostrar que (infelizmente) as varejistas gringas ainda estão bem à frente das nacionais, a Torrid lançou semana passada uma coleção toda inspirada na Mulher Maravilha. Tem umas peças com pegada quase cosplay, mas tem camisetinhas e lingerie de dia a dia também. Não é muito a minha praia, eu curto mais a estética old school da personagem, com azul, vermelho e dourado nas cores do uniforme dela. As peças dessa coleção tem cores mais sóbrias e uns cortes mais formais – com exceção daquelas no estilo cosplay.

No Japão, a marca Punyus lançou uma coleção inteirinha inspirada na série de mangá Sailor Moon, que fez a alegria de crianças e adolescentes dos anos 90. A moda japonesa tem as suas tendências próprias, e nessa coleção não seria diferente, então identifiquei poucas peças que encontraríamos em araras de lojas aqui no Brasil, por exemplo. Sem contar que um vestido tem total estilo cosplay/fantasia, assim como na coleção da Mulher Maravilha para a Torrid.

Enquanto isso, fico por aqui na torcida para que as varejistas brasileiras vejam a importância de abrangerem mais tamanhos quando lançarem coleções especiais.

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O limbo que não existe entre corpos magros e gordos

14 de maio, por Mariana Rodrigues

Já assisti vídeos e posts sobre mulheres que “não são nem gordas nem magras” sem me incomodar, mas de uns tempos pra cá vi que o discurso ficou extremamente banalizado devido à carga excessiva de pressão estética em cima do corpo feminino. Vejo amigas sofrendo por não se encaixarem entre as magras e nem entre as gordas, e que começaram a acreditar num limbo abissal que simplesmente não existe.

Biologicamente, o corpo humano é dividido entre três biótipos corporais principais:

Ectomorfo – aquele com dificuldade em ganhar peso, sendo massa muscular ou gordura. Possui estrutura óssea estreita;

Mesomorfo – aquele que tem facilidade para ganhar ou perder peso. Cientificamente é considerado o biótipo com estrutura óssea ideal;

Endomorfo – aquele que possui muita facilidade em ganhar peso. Possui estrutura óssea larga.

Quando falamos socialmente, o buraco é mais embaixo. Por vivência e observação, não consigo acreditar em um limbo existente entre uma mulher magra e uma gorda. Existem, sim dentro destas duas categorias, diversidade de corpos:

Magras e gordas musculosas;
Magras e gordas curvilíneas;
Magras e gordas atléticas.

Magras podem ter braço gordo, podem ter perna grossa, bunda flácida. Gordas podem ter braços finos, rosto fino, coxas torneadas.

“Magras são as modelos da SPFW”
“Gordas são as modelos Plus Size””

Lamento dizer, mas a maioria dos catálogos de moda Plus Size é formada por mulheres magras curvilíneas. Modelos vestindo manequim 44 anunciando peças que vão até o tamanho 58. Por estarem algumas vezes inseridas em marcas de moda Plus Size,  muitas reivindicam o “direito de ser gorda”, como se fosse algo super prazeroso na nossa sociedade gordofóbica.

“Ai, Mari, mas como eu vou saber se sou gorda ou não?”

Repara nas suas idas ao médico, se qualquer queixa sua vai ser relacionada ao seu peso pelo profissional. Repara na dificuldade em achar roupas – de uma maneira geral, não só na Antix ou Dress To. Repara na catraca do ônibus, se parece estar cada dia mais estreita, e se é corriqueira a necessidade de extensor para poltronas quando você viaja de avião. E se pessoas aleatórias olham pra você e se acham no direito de falar sobre a sua saúde. Repara os olhares de nojo na praia ou no clube quando você veste um biquíni.

O fato de fazerem uma mulher magra acreditar que ela é uma “não-magra”, ou que ela está inserida em um abismo entre o corpo magro e o gordo é a essência da pressão estética. Ter algumas partes do corpo mais grossas não significa ser gorda. Não entrar em um vestido tamanho G da Maria Filó não significa ser gorda. Ter aquela tia chata falando pra você fazer dieta não te faz gorda. Te faz vítima de pressão estética, algo que toda mulher sofre, da Paolla Oliveira à Tess Holliday, passando pela Gracyanne Barbosa. A pressão estética tá longe de ser algo pequeno e precisa sim ser combatida, mas é preciso entender que, se você usufrui privilégios de ser magra (como não passar pelas situações que eu expliquei no parágrafo anterior), você sabe onde se encaixa.

 

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Menos é mais – Como se adaptar ao minimalismo na moda Plus Size

9 de maio, por Mariana Rodrigues

O mercado da moda já não é mais o mesmo, ainda bem. Nos últimos anos várias marcas vêm aderindo ao minimalismo e ao conceito de Slow Fashion, movimento que rejeita a velocidade máxima de tendências que vem e vão, permitindo com que peças básicas tenham mais tempo de vida útil. Com o Slow Fashion, surgiu também o armário cápsula, ideia de que não precisamos de mais que 40 peças no nosso guarda-roupas por estação, e que quando uma peça nova entra no armário, outra deve sair – seja como doação ou venda.

Depois do excesso de estampas, cores e tecidos nada básicos, parece que o conceito de minimalismo chegou também para a moda Plus Size. Algumas marcas novas e outras mais antigas aderiram ao já conhecido “menos é mais” lançando peças versáteis e e com cortes mais universais, além de se preocuparem com o impacto ambiental que a produção de toda uma coleção de roupas causa. A Helena, do Garotas Rosa-Choque também escreveu esse post bem bacana sobre armário cápsula para gordas.

Eu confesso que estou adorando ver a Nova Era invadindo o mercado Plus Size. Estou há algum tempo pensando como começar uma mudança no meu gurda-roupas, redescobrir meu estilo. Devo ter cerca de 300 peças, e não uso nem a metade – sim, sou uma acumuladora nata. Ando buscando referências sobre estilo minimalista, e três marcas de moda plus têm se destacado bastante quando o assunto é ser básico com estilo.

Bold

No amigo secreto das blogueiras gordas, a Bold foi uma grata surpresa. “Filha” da revendedora Flaminga, a marca tem roupas feitas em malha, com cortes modernos e básico, permitindo inúmeras combinações. As cores predominantes da marca são preto, branco e cinza. Eu ganhei um vestido listrado com detalhe de nozinho que adoro (que tá na imagem de chamada desse post), é super gostoso de usar e posso incrementar com acessórios mais sóbrios ou coloridos, como o sapato amarelo que uso na foto! Os tamanhos vão até o 58.

Clamarroca Plus

Focada na essência da mulher e em deixá-la à vontade para ser o que quiser, a marca nasceu para aumentar a oferta de jeans para mulheres gordas. São peças diversas, em cortes mais básicos ou modernos, que casam bem com blusas de diversos estilos, servindo tanto para um dia de trabalho quanto para uma balada, por exemplo. Além disso, a Clamarroca tem t-shirts lindas 100% algodão, com hashtags de empoderamento, como #fattitude, #bodypositive e #honormycurves.

Melinde

Na recém-lançada coleção outono/inverno, a Melinde mostra que aderiu completamente ao conceito de Slow Fashion e se coloca como uma marca engajada em promover o consumo consciente. Além disso, abre o jogo sobre o respeitoso processo de produção de suas roupas, que vai da remuneração e condições de trabalho justas de quem trabalha na empresa à doação de retalhos e incentivo para artesãs locais produzirem peças exclusivas.

Cada vez eu venho pensado mais em diminuir meu ritmo de consumo, e optar por peças com maior versatilidade e durabilidade. Um passo de cada vez, e quem sabe não viro adepta ao armário cápsula?

E vocês, o que acham do estilo? Me acompanha nas minhas redes sociais, volta e meia posto looks básicos, mas com muito estilo! ——> Instagram – FacebookPinterest

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