Look – Short jeans e T-shirt, básico e lindo!

20 de julho, por Mariana Rodrigues

Essa semana a Revista Capitolina publicou um texto muito bacana sobre a feminilidade da mulher gorda. Sempre fui fã do estilo despojado, mas parece que tô sempre na obrigação de estar com o cabelo alinhado, acessórios chamativos, make irretocável (deixando o rosto mais fino, claro) e todos os artifícios que gritam EI, EU SOU GORDA, MAS SOU ARRUMADINHA. Tênis, só se estiver indo fazer ginástica. Blusão? Nem pensar. E short jeans? Segundo algumas lojas, só pode se for bermuda, naqueles cortes e lavagens que estamos acostumadas a ver senhoras com mais de 50 anos usando.


Not today, satan.

Quase nunca acho nada bacana na C&A, mas milagrosamente o preview de verão trouxe algumas modelagens mais generonas. Procurei pela GG, mas não tive sucesso, então fui na G mesmo. E não é que ficou bonita e confortável? 

Para apostar no conforto e na pegada básica, usei esse short que comprei – pausa para o choque: por 35 realidades- na liquidação da Marisa.

 Pra finalizar, como o dia em que tirei essas fotos estava nublado e ventando, usei essa jaqueta fabulosa da Quintess. Jaqueta é um outro item super chato para gordas. Quando fica boa no peito, fica apertada no braço. Essa é perfeita, só ficou um pouco comprida na manga, mas isso porque meu braço é pequenininho, haha.



Completei o look com um tênis antiguinho da Imaginarium…

… E um óculos fofo, comprado na Casa Monstro!





Infelizmente ainda caímos no “se garimpar bem, acha”, mas sigo aqui na luta para que uma gorda básica não seja considerada uma relapsa com ela mesma, e sim, só uma pessoa querendo um pouco mais de conforto.

As fotos lindas desse ensaio foram feitas pela Jéssica Girard. Quer se sentir diva num ensaio pra chamar de seu? Peça seu orçamento aqui.

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5 perguntas que mulheres gordas não aguentam mais ouvir

16 de julho, por Mariana Rodrigues

Velada ou escancarada, a gordofobia é um fato real na nossa sociedade. Ser gorda é enfrentar uma luta diária para quebrar barreiras e não se aborrecer com as pessoas, inclusive as que amamos. A situação é ainda mais agravante quando escolhemos uma profissão em que se importam demais com a imagem – falo isso porque sou jornalista e sei o quanto a aparência física é muitas vezes fator determinante para uma colocação no mercado. No pacote gordofóbico vem a ideia de que gordas são “domínio público”, e podem ouvir qualquer tipo de groselha alheia. Nesse post, listarei cinco perguntas que toda gorda já deve ter ouvido pelo menos uma vez, acompanhadas de uma “resposta imaginária” – que pode servir se você estiver mau humorada ou se a pessoa for muito sem noção- e uma resposta mais amável. Lembrando que ninguém tem a obrigação de ser amável enquanto sofre opressão, então escolha a resposta que mais te agrada e reverta o jogo, deixando o intrometido em posição bem desconfortável.

                                        Por favor, parem                                          

1- Já tentou fazer dieta? 
Essa é de praxe. Você tá numa festa, num almoço de família, na academia, na faculdade, na fila do banco, em marte… Sempre tem uma criatura que mal te conhece e pergunta se você já experimentou fazer dieta da sopa, da lua, da proteína, do abacaxi, molecular. O senso comum realmente acredita que todas as pessoas gordas comem em excesso. Sem contar que esse assunto é gatilho pra muita gente, que sofreu ou ainda sofre transtornos alimentares por acreditar que dieta é solução para ser feliz.

Resposta imaginária: Não, prefiro fazer sexo / unhas / cocô /
Gordamável: Já, mas comer é um dos prazeres da vida, e pra mim não vale a pena abrir mão disso.

Melhor dieta

2 – Você não tem medo de prejudicar sua saúde? 
Claro exemplo de gordofobia velada. A pessoa disfarça o preconceito dela com uma inexistente preocupação com a saúde da gorda. Na cabeça das pessoas, uma pessoa gorda, com bochechas, cintura, quadris e coxas salientes só pode estar doente. Com o mínimo de esforço ou qualquer pesquisa rápida no Google dá pra saber que ser gorda é muito diferente de ser doente. Além do mais, por que ninguém fala de pessoas magras que sofrem com hipertensão, diabetes, trombose, e outras disfunções que são conhecidas como “doenças de gordos”?

Resposta imaginária: Não, inclusive preferia estar morta a ter que aturar gente se metendo na minha vida.
Gordamável: Desculpa, mas prefiro deixar pra debater sobre meu estado de saúde com meu médico.

Em que posso lhe ajudar?

3 -Como você consegue comprar roupa?
Sei que parece surreal na cabeça de algumas pessoas, mas gordas também adoram estar na moda e se sentir linda e confortável. A maioria das lojas, principalmente as populares, tem como tamanho máximo o 46 ou 48, deixando um monte de mulheres à deriva, no maior estilo “vocês que se virem”. As gordas se viraram, e hoje em dia tem um monte de lojas legais que são “all sizes”, principalmente online. Algumas são bem carinhas, mas acho que dá pra dizer que tem vitrines para todos os gostos e bolsos. Ainda assim, tem gente que se espanta ao ver uma mulher gorda estilosa e cheia de autoconfiança, podendo escolher o que que usar ao invés de ter que usar roupa que parece capa de sofá da vó.

Resposta imaginária: Na verdade eu compro no brechó do zoológico, eu e o elefante temos o mesmo estilo!
Gordamável: Do mesmo jeito que você, ué. Sabia que a numeração de roupas vai além do 46?

Nada básica

4 -Não rola vergonha do corpo na hora do sexo?
Essa geralmente vem gente que é super próxima. Aliás, só quem faz parte de alguma minoria sabe que pessoas mais íntimas de nós conseguem nos magoar a ponto de rasgar o coração, mas nem percebem. Rola um consenso de que é FEIO ser gorda -já o homem gordo é CHARMOSO-, e desde cedo somos levadas a odiar nosso corpo, que é lindo como todos os outros. E se é lindo como todos os outros, por que deveríamos ter vergonha?

Resposta imaginária: Não rola vergonha na hora de fazer esse tipo de pergunta?
Gordamável: Vergonha por que, se meu corpo é maravilhoso?

Aceita que dói menos

5 – Vai comer mais um pedaço?
Frequentemente vem com um comentário anexo: “Você precisa emagrecer”. Pizza, torta, bolo, chocolate, ou qualquer outra coisa que seja calórica e deliciosa. É uma droga quando querem te fazer acreditar que você, por ser gorda, merece menos que qualquer outra pessoa. Pior ainda quando você tá na mesa, com mais um monte de gente, e vem aquela criatura indelicadíssima pontuando que você está gorda, como se você não tivesse espelho em casa.

Resposta imaginária: Vou comer mais quantos eu aguentar.
Gordamável: Sim, tá uma delícia. Bobo é quem se priva!

Eike delícia!
Sei que é chato, que magoa e que às vezes a gente perde a confiança própria ao ouvir absurdos, mas é importante sempre lembrar que não há nada de errado em ser gorda, e principalmente, em se amar nessa condição. Nossos corpos são lindos do jeitinho deles, e qualquer mudança deve ocorrer de acordo com a nossa própria vontade.

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Look – Boho Chic

15 de julho, por Mariana Rodrigues

 Franjas, rendas, flores, sobreposições, chapéus, tons terrosos. Desde o último verão, o estilo Boho Chic tomou as passarelas, as ruas, e as vitrines. Geralmente o estilo leva peças confortáveis, numa mistura hippie e cigana, passando pelo indiano com um toque antiguinho. A bossa do Boho é aquele ar pretensiosamente desarrumado, um charme para passeios durante o dia ou um compromisso mais informal de trabalho.
Como acontece com a maioria das tendências, não é a coisa mais fácil do mundo montar looks Boho para mulheres fora dos padrões. Alguém criou um mito uó que gordas não podem usar estampas, então é preciso gastar um pouco mais de sola de sapato – ou tempo online, haha- para achar boas combinações. A parte boa desses looks é que a maioria das peças foi garimpada em ❤ fast fashion ❤, o mapa da mina tá na legenda de cada foto, dá só uma olhada:

Faixa de cabelo F21, bata Renner e short Leader
As bijous são essenciais pra compor looks Boho

 Essa é uma Boho ~emogótica~, haha
Chapéu F21, bata Renner e Short Leader

Bolsa de camurça velha de guerra, comprada no camelô
 Top comprado num supermercado da Colômbia e kimono de tricot da C&A
A coroa de flores, que nem é mais tããão hit, mas ainda tem o seu valor, se bem incorporada

E a bota, que esteve em todos os look apresentados, é da Mr. Cat. Quase não fechou na minha canela gorda, mas ficou fofa
Agora é esperar pra ver se o estilo continua com força total nas próximas estações!

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AtivaMente – Yoga

13 de julho, por Mariana Rodrigues

Com o advento da tecnologia, a vida corrida e as mordomias rotineiras, não é difícil sermos invadidos pela preguiça e o cansaço, que muitas vezes parecem não ter fim. No mês passado o governo federal divulgou a pesquisa “Diagnóstico Nacional do Esporte”, que apontou que 45,9% dos entrevistados não praticam nenhuma atividade física.

Dá para acreditar que quase metade dos brasileiros se rendeu ao sedentarismo? Entre as mulheres, o índice é mais alarmante: 50,4% das entrevistadas confessaram que são sedentárias. Entre os homens, o índice é de 41,2% . 
Essa pesquisa reflete também o machismo na nossa sociedade. Cansamos de ouvir histórias de homens que tem compromisso semanal com o futebol, enquanto suas companheiras precisam administrar o tempo entre trabalho, cuidar da casa e dos filhos, quando os têm. Aliás, a falta de tempo foi a maior alegação para a ausência de exercícios físicos no cotidiano.
Eu confesso, sou uma preguiçosa de marca maior. Agora, perto dos 30, comecei a perceber que o sedentarismo é um círculo vicioso. Eu quero me exercitar, mas me sinto cansada, e quanto mais descanso, menos ânimo eu tenho. Fora que eu não me identifico nem um pouco com o hábito de malhar, ter séries dentro de uma academia fechada com música nas alturas. Acho um saco! 

Ultimamente, ando à procura de alguma atividade que me dê prazer e me aceite como uma sedentária, porque uma outra coisa que me incomoda são aquelas pessoas te olhando como se você fosse um ET quando coloca o menor pesinho da academia. Oras, se está começando tem que ser leve! Tenho buscado mulheres praticantes dessas atividades que tenham um corpo parecido com o meu, por questões de identificação, mesmo. A americana Jessamyn Stanley tem 27 anos e é instrutora de yoga. Com uma flexibilidade de dar inveja, Jess publica fotos em diferentes posturas, e tem quase 100 mil seguidores no Instagram. Além da parte física, ela sempre fala de como a atividade a empodera no dia a dia. Através dela, conheci um monte de outros perfis que celebram a yoga praticada por mulheres além dos padrões. Olha que legal:

Até fiquei tentada a começar algumas aulas de yoga, mas desisti quando vi os preços. Ainda não dá para o meu bolso de jornalista prestes a casar, mas espero que role em breve. Ah, coloquei como meta para o próximo final de semana de folga aparecer em um aulão gratuito no templo ISKCON, aqui no Rio. Eles tem aulas grátis aos sábados e domingos, das 10h ao meio dia.

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Inspiração – Tatuagens ‘doces’

12 de julho, por Mariana Rodrigues

Sou uma admiradora mais que declarada de tatuagens!  “Só” tenho 10, mas meus planos incluem mais uns muitos desenhos para o futuro. O barulhinho do motor, a “cosquinha” que dá na pele e a sensação de ver o desenho sonhado marcado no corpo são impagáveis. Eu ainda era adolescente quando me tatuei pela primeira vez, mas já tinha noção de que eu precisaria pensar bem no desenho, para não me arrepender. Fiz a famigerada estrela no ombro, o hit da época (estamos falando de DOZE anos atrás, rs). Honestamente, hoje eu não faria, mas também não é algo que eu me envergonhe. Minhas tatuagens são uma espécie de caminho de doces, como na história de João e Maria… elas servem para que eu não esqueça de onde eu vim e o que passei em cada fase da minha vida adulta.
Falando em doces ideia principal desse post é despertar fome coragem para quem quer se tatuar pela primeira, ou tá pensando em colorir um pouquinho mais o corpo. Separei tatuagens fofas, com desenhos de diversos tipos doces ou sobremesas. Durante meu período sabático, eu vendi cupcakes e docinhos, e ganhei o apelido de Maricake entre alguns amigos. Como uma marca do que me deu prazer – além de sustento – tatuei o contorno de um cupcake. Nessa seleção de inspirações, tem desenhos de sorvetes, chocolate, torta…  Fiquem à vontade e apreciem sem moderação!

 Torta de cerejas + Sorvete de casquinha
Bolo red velvet + Balas e pirulito + Cupcake + Pulseira de guloseimas
Bombom +Brigadeiro +Bala de menta + M&M’s
E esse é o meu cupcake! Sombreado, do jeito que amo
Gostou? Deu fome de tatuagem? Se você for do Rio de Janeiro, indico “com força” o meu tatuador, Felipe Berger.

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