AtivaMente – Pole dance

20 de agosto, por Mariana Rodrigues

Para quem ainda tá naquela busca que parece não ter fim, procurando uma atividade física prazerosa e que ajude no condicionamento e resistência, hoje eu trago aqui uma outra opção. A dança e suas variáveis são ótimas alternativas! Zumba, dança de salão, jazz… Mas hoje o papo é sobre uma dança que além de te deixar fitness ainda vai exercitar sua sensualidade: O pole dance.

A ex-cheeleader LuAyne Brown engravidou de sua primeira filha, ganhou peso e chegou aos 114kg. Como acontece com várias de nós, ela ficou chateada e não se sentiu mais confiante para levar a vida de líder de torcida adiante. A dançarina ficou um tempo sem fazer nada, até que num momento resolveu dar uma chance a uma escola de dança que oferecia aulas de iniciação ao pole dance. Lulu, como é conhecida, viu que a turma era fat friendly, se sentiu acolhida e a insegurança deu lugar ao ânimo. 
Depois que pegou a manha, LuAyne começou a postar seus vídeos praticando pole dance no YouTube e virou inspiração para várias outras mulheres por aí. Não satisfeita, ainda participou de uma edição do America’s got talent, vai vendo!
Infelizmente a prática do pole dance ainda é associada às mulheres mais magras, principalmente por se tratar de algo mais sensual. Sim, na cabeça de algumas pessoas, sensualidade vai até o tamanho 42 – e olhe lá. Eu -ainda- não conheço nenhuma escola de dança ou pole dance que seja aberta para gordas, mas gostaria que todas se inspirassem na história de Lulu e dessem espaço para mulheres fora dos padrões exercitarem seus corpos e sua sensualidade no pole.

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Entre nós – Mariana Xavier

18 de agosto, por Mariana Rodrigues

Um dos assuntos que eu mais gosto de falar aqui é sobre representatividade. Raramente vemos mulheres fora dos padrões em destaque na mídia, e a minha intenção é trazer mais pra perto de nós alguns desses exemplos. Estreando a seção ‘Entre nós’, o blog recebe hoje a maravilhosa Mariana Xavier, que atualmente está na pele da sensual Claudete em I Love Paraisópolis. Hoje o papo é de Mari pra Mari!

Vestindo uma jardineira jeans – hit do último verão e que voltará com tudo no próximo-, a atriz sentou comigo e bateu um papo para falar de representatividade, insegurança, autoestima, moda, saúde e muito mais. 
Vem comigo!

Da rua pra lua (Mari R): Quem trabalha com imagem sabe que existe um fantasma chamado PERFIL. Perfil de TV, perfil de teatro, cinema… você já sentiu alguma dificuldade para conseguir papeis?

Mariana Xavier: Sim. Já melhorou muito nesse sentido, mas o que eu continuo falando é que realmente ainda existe essa coisa de estereotipar o gordo como sendo engraçado. Acabam muitas vezes escalando pessoas gordas só quando o roteiro pede especificamente isso. Como a gorda que vai ser rejeitada, ou a gorda que é pegadora, é sempre em geral, associado ao estereótipo.  Infelizmente não é algo que acontece só com os gordos. Acontece com os negros, com os orientais. As “cotas” que não são oficiais, mas que acabam existindo – até pra que o público compre aquela historia

Mari R: A Claudete, sua personagem em I Love Paraisópolis é uma mulher cheia de autoconfiança, segura e sensual. Você também se sente assim no dia a dia?
Mari X: Eu não sou essa pessoa com a autoestima inabalável que vocês imaginam, até porque isso não existe. Eu sou uma pessoa como outra qualquer. Eu tenho os meus momentos de baixa autoestima, eu tenho meus momentos de insegurança, e não são poucos. Por eu ser uma pessoa alto astral na maior parte do tempo, as pessoas acabam achando que eu tenho essa segurança enorme e não é bem assim. Fico insegura na hora da paquera, sem saber se o cara tá dando em cima de mim ou é só deboche… isso não tem nada a ver com o meu peso, porque quando eu era magra, tinha as mesmas inseguranças.

Mari vive Claudete, a pegadora de I Love Paraisópolis

Foto: Rede Globo (divulgação)

Mari R: Tem também aquelas pessoas que aproveitam o “anonimato” que a internet dá para ofender e atacar os outros, principalmente quando é alguém fora dos padrões e que está aparentemente feliz do jeito que é. Como você lida com os haters?

Mari X: Eu fico muito triste. Mais do que com raiva, eu me preocupo com as gerações que vem por aí. As pessoas estão se alimentando de ódio, de diminuir o outro pra se sentirem melhor, e isso é muito louco. Tenho tentado exercitar a capacidade de abstração nessas horas. Tem muita coisa que eu leio e tenho vontade de responder, mas respiro fundo e penso “mariana, não adianta. Você vai se desgastar e a pessoa não vai mudar em 140 caracteres” (no caso do Twitter)

Mari R: A nossa sociedade costuma relevar e muitas vezes endeusar homens fora dos padrões, a barriguinha de chopp, o careca, o barbudão. Mas ainda existe o mito de que a  mulher gorda é relaxada, não se cuida, não é vaidosa. Dentro disso tudo, a que você atribui essa cobrança mais pesada direcionada às mulheres?

Isso é cultural, a gente vive numa sociedade muito machista, crescemos durante todos esses anos com essa mentalidade distorcida de que o papel do homem é outro, ele não precisa ser bonito, cheiroso, saudável. Já com a mulher, a cobrança é maior. Infelizmente é uma cultura muito antiga e muito difícil de mudar. Do mesmo modo que rola também essa imagem distorcida que as pessoas tem de que o gordo fica o dia inteiro em casa sedentário agarrado com uma panela de brigadeiro. Ninguém pensa em quantos fatores podem ter feito uma pessoa engordar, na história que as pessoas carregam. Assisto um programa no Discovery e fico chocada com a quantidade de histórias em que as pessoas se tornaram obesas em função de traumas, abusos, e isso é muito triste, vai além do querer ou não estar gordo.

Mari R: Você está acostumada a postar seus looks nas suas redes sociais, e sempre tem um monte de menina perguntando de onde é. Para muitas, a surpresa é que você volta e meia tá usando modelitos de fast fashion, mostrando que as lojas estão mais atenta às mulheres fora dos padrões que a moda geralmente impõe. Como você vê esse nicho se expandindo?

Mari X:  Há 10 anos as pessoas que vestiam acima do 46 não tinham o direito de ter estilo, o estilo era o que cabia, o que servia. Achavam que só porque uma pessoa engodou ela ficou cafona e você tem que se vestir de sofá, de cortina, capa de botijão de gás (risos). Eu fico muito feliz de mostrar pras pessoas que dá pra se vestir bem mesmo usando um número maior que o 46 e gastando pouco. Eu adoro fast fashion, conheço todas!
Além disso, ainda tem muita gente apegada às regras, ditaduras. Dizem que gordo não pode usar roupas justas, listras horizontais ou estampas. Eu amo rasgar essas regras, sabe? Comecei a ficar mais vaidosa e desenvolver um estilo de me vestir e virar referência a partir do momento em que eu abri a minha cabeça e resolvi experimentar coisas que eu jamais imaginei que fosse usar. Tenho 1,50m e já usei longo vermelho em festas.

Gorda usando branco? PODE!
Foto de Sergio Baia (divulgação)

Mari R: Você encoraja várias outras mulheres a se aceitarem e aumentarem a autoestima quando posta foto de biquíni, de shortinho, etc. Se sente responsável pelo empoderamento dessas mulheres?

É muito pretensioso dizer que sou responsável por um movimento, mas fico feliz com os depoimentos das pessoas que passaram a enxergar as coisas de outra maneira, principalmente quando me vêem fazendo exercícios e se sentem motivadas a fazerem também. A frase feita que eu mais repito é: “Não me orgulho de ser gorda. Me orgulho de saber que meu peso não mede meu valor”.
As pessoas entram numa de falar “Se você gosta de ser gorda, é por que encolhe barriga na foto? Poxa, qualquer pessoa quando vai tirar foto vai procurar o melhor ângulos. Se aceitar é você conhecer seu corpo, respeitar e saber que ele carrega a sua história de vida e isso não pode ser ignorado. Dentro disso você vai valorizar o que curte mais, disfarçar o que não gosta, tentar melhorar o que te incomoda.

Mari R: Que recado você deixaria para as leitoras do Da rua pra lua?

Meninas, se cuidem de dentro pra fora! Nenhuma ditadura é boa. Busquem o equilíbrio em tudo, pro corpo e pra alma. Procurem descobrir uma atividade que você goste de fazer, e faça por você em primeiro lugar, pra você se sentir bem. Pessoas tentando diminuir a gente sempre vão existir, mas a gente não pode deixar isso ser maior que o valor que a gente reconhece em nós mesmos. Se conhecer é a maior dica que eu posso deixar. Saber o seu valor, independente de “embalagem”.

Encontro de Maris!

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No provador: Decathlon

10 de agosto, por Mariana Rodrigues

Eu odeio comprar roupa no shopping. Poderia passar o dia listando os motivos, mas é basicamente a falta de saco pra aturar vendedora me tratando como lixo por ser gorda, e a preguiça de entrar com cinquenta peças no provador e nenhuma ficar boa. Em contrapartida, de vez em quando a gente recebe aquele tapinha nas costas do universo, entra em uma fast fashion da vida e tudo fica maravilhoso. Para passar adiante e evitar a frustração das leitoras que tenham o corpo mais ou menos parecido com o meu, de vez em quando vai rolar a seção “No provador”, com direito a fotos no espelho, roupa pendurada no cabide e muita etiqueta aparecendo, haha.

Hoje começo com um dos mais temidos tipos de roupas para quem é gorda: roupas de academia ou prática de esportes. Enquanto a maioria das lojas de departamentos só vai até o GG (que geralmente contempla gordas de barriga chapadinha), a Decathlon, uma das maiores loja especializada em artigos esportivos tem calças, shorts e camisetas que vão até o 3XL (equivalente ao 56-58, mais ou menos).

Como vocês podem ver na foto abaixo, tem vários modelos de calças: jogger, legging, bermuda ciclista, yoga pants, etc



Fui à caça de roupas legais e confortáveis para a yoga (sim, eu comecei a fazer e adorei!)  e achei um monte de coisas legais. Seguem algumas fotos abaixo, com legenda e preços para vocês terem uma base. Lembrando que não sou blogueira fitness, então vai ter perna gorda, dobrinha e celulite, sim!

Vamos para o provador?

Short de malha tamanho 2XL (R$49) + Camiseta de algodão orgânico tamanho XL (R$29)



Casaco de moletom flanelado por dentro tamanho XL (R$69) + Short de malha tamanho 2XL (R$49)


Camisa Polo 2XL (R$49) + Short de malha (R$49)



Top (R$34) + Calça legging de malha. Eu sou baixinha, então ficou simplesmente CALÇA, rs (R$59) 



Camiseta de algodão orgânico (R$29) + Calça legging de malha (R$59)


Camiseta de algodão orgânico (R$29) + Calça legging de malha (R$59)


Regata com mensagem motivacional (R$39) + Calça Legging (R$59)


Comprei um short, uma calça e uma camiseta de algodão orgânico. Por mim eu levaria tudo, mas, mesmo sendo relativamente em conta, não dá pra fazer a ryca, né? Vale dar uma passada lá também se você for viajar pra algum destino bem frio e precisar de um casado pra pelo menos “tapear” os primeiros momentos.

A Decathlon aqui do Rio fica na Barra da Tijuca, e tem loja em vários estados, pra saber mais detalhes, é só conferir aqui.  

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Vamos falar de saúde?

6 de agosto, por Mariana Rodrigues

É tão certo quando 2+2 = 4. Basta visitar aquele parente distante e tirar mais um pedaço da sobremesa, que lá vem a pergunta que não quer calar:

– Quer engordar mais?

Ao dar uma resposta malcriada (meu caso) ou ficar chateada, logo a pessoa vê que falou besteira e tenta consertar:

– Eu só tô preocupado com a sua saúde, as pessoas gordas estão morrendo de hipertensão/diabetes/artrose (insira aqui qualquer outra doença).

Esse é um discurso perigosíssimo, seletivo, e muitas vezes é um disfarce para a gordofobia. É claro que quem te quer bem vai se preocupar com a sua saúde e seu bem-estar, mas a distinção de falas é muito clara. Basta observar aquela prima que fuma que nem chaminé, ou a prima que tem uma alimentação regada a biscoito e refrigerante . Se forem magras, dificilmente vai ter gente preocupada com a saúde delas. Mas a gorda? Tem que tomar cuidado, um pedaço a mais de pudim pode fazer a gorda explodir, que nem Dona Redonda.

Após o segundo brigadeiro do aniversário do priminho

“Ah, mas o Brasil é o quinto país com mais obesos no mundo”.

Jura? Seguem outros dados, então: O Brasil é o país vice-líder no consumo de cocaína no mundolidera o ranking mundial de cirurgias plásticas por estética e é o quinto país que mais consome bebida alcoólica na América Latina. Mas claro, para muitas pessoas, inclusive formadores de opinião, quem precisa de atenção especial são os gordos. A obesidade é o mal do mundo moderno. Longe de mim querer incitar uma batalha de gordos x magros, mas por que não vejo esse tipo de preocupação com quem faz dietas super restritivas? Por que o distúrbio alimentar quase sempre passa batido?

Porque ser gordo é feio. Porque o mundo não é feito para os gordos, basta olhar as catracas de ônibus, as lojas de grife, os assentos nos aviões. Ser gordo é sinônimo de não se cuidar, de se alimentar mal, de não respeitar o próprio corpo. Dizem por aí que o corpo é templo sagrado. Mas só os magros, porque de sagrado, o corpo gordo não tem nada. É sujo, é nojento, é relapso.

E o que acontece quando vêem uma gorda que não fala de dietas, não se lamenta pela sua condição física, é empoderada e ajuda mulheres a cultivarem autoestima? É acusada de. Tudo bem usar no pain, no gain como lema, tudo bem reforçar a ideia de que somente um determinado tipo de corpo é perfeito,  mas aconselhar os leitores a se amarem, independente de números na balança é quase um crime. Crime de apologia ao sobrepeso e à obesidade.

Não, meus caros. Eu faço apologia ao amor próprio, ao cuidado com o próprio bem-estar. É claro que eu sei que a obesidade é fator de risco para outras doenças, assim como o uso de drogas (e aí incluo álcool e cigarro), a falta de sono, o excesso de intervenções estéticas, o estresse, a má alimentação – que vejam só, não é exclusividade de gordos. Mas o amor próprio, a vontade de viver, faz com que a gente se cuide, deseje estar bem, viver bem, ter bons hábitos. O zelo com o corpo vai muito além de passar horas na academia em busca de um abdômen tanquinho, ou negar aquela pizza com os amigos no sábado.

Como diz a música, “quando a gente gosta, é claro que a gente cuida”.

Se goste, se cuide. Independente de quanto a balança marca.

Esbanjando saúde, beijos

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Receita: Naked picolé

5 de agosto, por Mariana Rodrigues

Depois do meu quarto, a cozinha é o meu cômodo preferido lá de casa. Nada como chegar cansada do trabalho, tomar um banho relaxante e… esquentar a barriga no fogão!

Nas minhas memórias de infância, lembro de querer aprender a fazer bolo. O motivo? Nas festinhas da escola, as meninas sempre tinham que levar um prato de doce ou salgado (olha o sexismo aí, gente!), e os meninos, refri. O drama: minha mãe não sabia fazer bolo. Minha mãe é uma típica mulher da geração X, se preocupou muito em trabalhar fora, mas era uma dona de casa de dar dó, rs. Assim, eu criei uma identificação maior com os doces. Sou uma doceira de mão cheia, e, junto com meu noivo, criei a Brigadeiro&Tal com o intuito de juntar grana pro casório #propaganda.
Vez ou outra vou deixar umas receitas simples aqui, fáceis de fazer para quando bater aquela vontade insaciável de se sentir um MasterChef. A de hoje pode parecer meio estranha, já que estamos no inverno. Mas esse tanto de veranico batendo durante o inverno faz a gente ficar deveras confuso. Praias lotadas, sol quente… tragam o frio de volta! Então, para refrescar os dias quentes de inverno, hoje a receita é rápida, fácil e super levinha: Naked picolé.
Assim como o naked cake tem uma pegada mais rúsica, com recheio e cobertura aparecendo, o naked picolé é a versão translúcida e mais saudável do picolé de frutas que comemos por aí. Para quem quer se alimentar melhor, mas não abre mão de algo docinho, pode apostar que é sucesso!

Vamos à receita?

8 morangos picados
 1 kiwi cortado em cubinhos

500 ml de água de coco
Modo ridiculamente fácil de preparo:

Colocar as frutas em quantidade desejada em forminhas de picolé e completar com a água até a borda das forminhas.
Levar ao freezer ou congelador por 4h e…
Voilá! Desenforme e tenha uma sobremesa à la Bela Gil, saudável e deliciosa!

Eu usei morango e kiwi, mas vocês podem usar as frutas que acharem melhor, quantas quiserem. Deve ficar lindo e super colorido misturar morango, kiwi, abacaxi, uvas, goiaba… é só dar asas para a criatividade!
Testou a receita? Foi sucesso? Posta aqui nos comentários a foto!

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